se eu pudesse
se eu pudesse, arrancava dos teus olhos a tristeza
e dos teus lábios essa indisfarçável amargura.
e enchia os teus dias, tuas noites, com a certeza
que amar-me para todo o sempre é a tua cura.
se eu pudesse, arrancava dos teus olhos a tristeza
e dos teus lábios essa indisfarçável amargura.
e enchia os teus dias, tuas noites, com a certeza
que amar-me para todo o sempre é a tua cura.
tudo que eu tinha de bom, dei pra ti.
talvez tenha sido muito pouco.
talvez, por amar-te feito um louco,
partiste com o juízo que perdi.
Eu lembro,
Quando vem esse sol lindo
De novembro,
Do seu olhar.
Ele era pra mim o mesmo
Que o mar
Sob os reflexos de luz,
No Arpoador:
Uma pintura de paz
Sobre uma tela de amor.
Eu lembro
Que a gente se entendia
Por telepatia
E o silêncio
Era um selo
De cumplicidade.
A felicidade
Morava no seu sorriso,
Às vezes contido, tímido,
Às vezes nem tanto.
Sempre um encanto.
Sua gargalhada
Era meu faz de conta
De um conto de fada.
E eu me via feliz e completo
Em meu mundo repleto
De você.
Eu lembro que segurar a sua mão
Era provocar um terremoto
No coração.
Eu lembro da gente brindando,
Da gente brincando.
Eu lembro do abraço
Perfeito
Que a gente se dava.
Eu lembro o quanto eu amava.
E acho que você também.
O que tenho pra ti é amor.
Nada mais trago além disso.
Mas tua dor é a minha dor.
E o teu bem, meu compromisso.
nada. silêncio absoluto.
tempos duros. abstinência.
não te sinto. não te escuto.
sobrevivo à tua ausência.
com o peito vestido de luto.
e a alma pedindo clemência.
Há dias não te escuto.
Não sei se choras. Ou se ris.
Minh'alma veste o luto
E ignora o mal que eu te fiz.
te dei minhas palavras.
jurei amor.
mandei doce.
mandei livro.
mandei flor.
mandei o melhor de mim,
repeti, como um mantra, o sim.
e ainda assim
não foi o bastante.
sobrevivo ignorante.
não sei onde moras.
nem entendo por que escondes.
não sei se ainda choras.
nem sei por que não me respondes.
por ti,
rezei pela vida
do meu inimigo.
fiz coisas que nem Deus sabe
que consigo.
desrespeitei meus medos,
e tenho estado por aqui,
inteiro,
sem segredos.
comi o pão que o diabo amassou,
no refeitório do inferno.
não morri no teu inverno,
de sibéricas palavras
e atitudes.
fiz tudo o que pude.
e mais um pouco.
há quem me chame de louco.
e mesmo eu, me chamo.
só mesmo um louco pra amar
como eu te amo.
à exaustão.
dando, em poesia,
como o pão de cada dia,
o próprio, e todo,
coração.
vinte e três de setembro
primavera, bem me lembro.
mais uma.
noite sem sono.
lua em seu trono,
céu lindo.
lendo teus escritos,
navegando entre saudade
e pensamentos bonitos.
coloridos,
guardados em muitos cantos
escondidos.
primavera.
mais uma.
olho tuas fotos.
entre todas as flores
quero a de lótus.
certeza.
mas
teu silêncio
me agride.
e tua indiferença
é mais forte
que minha crença.
tua frieza
me desespera.
tenta pintar de outono
a primavera.
mais uma.
tocou, ainda agora, aquela canção.
te trouxe a mim, assim, por meus ouvidos
e ecoou no meu oco coração.
parou para parir novos sentidos.
repetindo, de repente, seu refrão
traí versos que trago, retraídos.
escancarei seu cárcere no porão,
dei à luz os sonetos escondidos.
seus acordes me acordaram na prisão,
e também os meus versos esquecidos.
chegaram brisa e, breve, eram tufão
apagando os pagãos mal-entendidos,
reacendendo a brasa da paixão.
e lembrando que somos parecidos.
your naked body plays in my dream
with a smile that your lips drew to me,
in the most beautiful scene that could be...
making me happy like I never have been.
eu queria saber tudo que é preciso
pra tornar o teu dia mais gostoso.
eu queria fazer parte do teu riso.
e queria ser motivo pro teu gozo.
talvez tu nem faças ideia desse amor que eu tenho por ti,
mas garanto que é o mais puro que já pude sentir por alguém.
a minha vida tomou rumo novo, no instante em que eu te vi.
nos teus olhos eu vi meu futuro e passei a querer-te. e o teu bem.
não sei se algum dia tu leste os poemas que te escrevi,
diversos encharcados do amor que nunca entreguei. a ninguém.
que Deus permita que os leia e conheças tudo o que eu senti.
que os versos desatem teu peito, e que possas amar-me também.
me perdi no teu vasto labirinto
enquanto eu seguia os teus passos.
talvez eu só sinta o que eu sinto
porque quero me achar. nos teus braços.
esse vício que tenho, amar-te,
deixa-me, seguidas vezes, sem rumo.
é tambem indiscreto estandarte
do que quero ocultar, mas assumo.
ignoro os meus fins de semana
desesperado, esperando um sinal
como aquele que implora por bardana
que lhe possa aliviar todo o mal.
mas teu silêncio impera, mais forte.
não retrocede ou esmorece. não cai.
sangra meu peito com preciso corte,
da infalível espada de um samurai.
a lua de hoje é só tua.
é a lua mais bela que vi.
a lua de hoje insinua
o amor que eu sinto por ti.