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A Dona do Nove

25 de fevereiro de 2013

Lá vai ela, a dona do nove,
No seu belo existir
Que comove.
E provoca poesia.
Caminha, serena,
Deixando beijar-lhe, o sol,
Sua pele morena.
Estonteante,
Desperta o olhar disperso do passante
E deixa inquieta a praia.
E radiante.
Aquele Posto Nove, o velho e bom,
Da musa do Vinícius e do Tom,
Apaixonado, rende-se à sua beleza
E hoje aplaude, de pé,
Sua realeza.
E mesmo o azul senhor
De tantos mares e marés,
O portentoso Atlântico,
Em reverência,
Beija seus pés.

Sorriso Aberto

18 de janeiro de 2013

Pela janela eu acompanho aquela moça
Que espalha alegria quando passa
E passa dos limites quando espalha
As suas maravilhas pela praça.
É o preço que se paga por seguí-la
Manter-se o tempo inteiro apaixonado.
À espera de que venha, colorida,
Ou volte em seu vestido estampado.
Olhando os tantos olhos que a seguem,
A moça distribui fartos sorrisos.
Alguns que, de tão lindos, não se esquecem,
E outros que, divinos, são precisos.
Eu penso em poesias mas não verso,
Me calo, extasiado, na janela.
E a moça vai passando em seu destino.
A sina em que ela segue. De ser bela.

trova tuiteira - 101

1 de setembro de 2012

de todos teus belos encantos
já nem sei o que mais me seduz.
nos meus caminhos, e são tantos,
só escolho seguir tua luz.

A boca vermelha.

16 de agosto de 2012

A boca vermelha. Da atriz
Boca que todo homem,
Desde garoto,
Sempre quis.
Boca que, mesmo calada,
Muito diz.
Boca de muitos beijos,
Mas só um dono.
Boca de tirar o sono.
E a paz.
Boca que não se esquece
Jamais.
Rara.
Um poema.
Exuberante, na tela do cinema.
E tão bela.
A melhor personagem da novela...
Maravilhosa boca da atriz.
A boca vermelha. Da Chris.

trova tuiteira 037

28 de julho de 2012

Ela tem as mais lindas pernas,
Mima minhas mãos com suas, de fada.
Pra ela, meus versos, juras eternas.
Meu sonho de tê-la, namorada.

trova tuiteira 020

28 de julho de 2012

Pelas tuas pernas
Eu daria um braço,
Faria juras eternas.
Faria tudo o que faço.

trova tuiteira - 100

22 de junho de 2012

Quando você posta esse retrato,
De fato, o que faz é covardia.
Rouba o meu sossego e, estupefato,
Só consigo responder com poesia.

já junho

2 de junho de 2012

muita chuva. noite segunda de junho
tão encharcada quanto fria.
no moleskine aberto, a tinteiro em punho
escreve que eu te amo. em poesia.

Flor-da-Chris

27 de maio de 2012

Linda flor, a flor-da-Chris
Mais bela que a flor-de-lótus,
Muito mais que a flor-de-lis.

Não é flor de se por em vaso.
Não é flor de apenas um dono...
É flor pra deixar plantada,
Pra mostrar pra namorada
Em linda tarde de outono.
Pra dar em troca de beijo.
Dizem que a flor é encantada
E realiza o desejo
Que, quem a viu, sempre quis.

Mais bela que a flor-de-maio.
Linda flor, a flor-da-Chris.

teus e meus

8 de maio de 2012

meus olhos nos teus olhos refletidos
testemunham incrédulos tua beleza
que inunda o meu peito de certeza
e revela sentimentos escondidos.

teus olhos nos meus olhos são bem-vindos.
inevitavelmente inspiradores,
despertam o mais belo dos amores.
e me fazem mergulhar em sonhos lindos.

trova tuiteira - 102

22 de março de 2012

em sonhos, delírios, devaneios
teu corpo visita a minha mente
beijo a tua boca. e teus seios.
preso em tuas coxas. ardentes.

tua vontade

3 de março de 2012

se só eu, de nós, sinto saudade
que por maior que seja, ainda é vã;
se o que te guia é a vaidade,
(a que, eu já te disse, é a vilã!)
se o que te excita é a liberdade,
a despertar tua alma cortesã...
que seja feita, assim, tua vontade...
mas quando acordares só, pela manhã
perceberás que a vida, a de verdade,
nem sempre é uma foto no instagram.

Carnaval

22 de fevereiro de 2012

O carnaval que eu gosto não está nas ruas,
Não está tampouco em coloridos foliões.
Não está nas moças esculpidas, seminuas
Nem nos desfiles que enfeitiçam multidões.

O carnaval que eu gosto é mais sereno,
Sem batucada, sem bloco. E sem escola.
Tem meu calado querer teu corpo moreno
Que, doce, evolui. Como samba de Cartola.

quase nada

22 de janeiro de 2012

já nem pede tanto: um solo de violino,
respirar e, respirando, tragar maresia;
de novo amar como amava, quando menino,
para encontrar o que perdeu, sua poesia.

silêncio

7 de janeiro de 2012

tua ameaça de ostracismo
revelou-se, pois, levada a cabo.
descabido fruto do cinismo
a condenar-me, fora eu diabo.

calo-me. alternativa ao pranto.
inútil é dar-me ao desespero
se, desesperado, me ataranto
com meu inócuo destempero.

corte profundo, lobotomia...
inércia. que me faz mais forte.
necessária pausa na agonia
que vez em quando brinda à minha morte.

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