tostines
ninguém responde por mais que eu questione
(há tantos anos me mantenho curioso)
se a saudade é combustível do insone
ou a insônia alimento do saudoso...
ninguém responde por mais que eu questione
(há tantos anos me mantenho curioso)
se a saudade é combustível do insone
ou a insônia alimento do saudoso...
meu anjo, meu doce,
minha amiga,
parceira na labuta,
companheira de luta,
boa de briga.
sempre musa.
mudou a vista.
o que era praia,
virou Paulista.
mudou, bastante, a geografia.
mas não há de sumir,
nem morrer,
a poesia.
por que morreria?
são só os melhores desejos...
um bem querer sem fim,
um mundo perfeito,
que trago no peito,
dentro de mim.
e é ele que eu quero que aconteça
na tua cabeça,
no teu dia-a-dia.
uma vida de conquistas,
mas em harmonia.
e que cada passo teu,
junto ou não do meu,
encontre alegria.
que nunca mais haja dor,
só exista amor, amor e amor.
e que o carinho a te cercar seja tanto
que tenhas certeza que vem de Deus
esse acalanto.
que possas escolher,
que possas fazer,
ter
à disposição,
coisas que te preencham a alma,
a mente,
e o coração.
que viver feliz pra sempre seja o teu lema!
que se mantenha perene a sensação de paz.
e que teu único problema, teu mais terrível dilema,
seja escolher o sabor do teu häagen-dazs!
não sei se sinto o que sinto
por vaidade ou instinto
ou se por medo do nada.
mas o que é fato inegável
é que mesmo que instável
meu peito é tua morada.
Tuas sagitarianas coxas, são lindas.
Tuas mãos em minhas mãos, são bem-vindas.
Amo teus modos. Teus traços.
Amo teus caminhos. E teus passos.
Largaria outros sonhos pra trás,
Perderia o juízo. E a paz.
Deixaria de ser o que sou...
Para ser o seu livro do Focault.
difícil é resistir a te dar mais um poema,
fingir que a distância não é problema
e que não encontro saudade
em cada canto quieto dessa cidade.
difícil é cessar o verbo,
cassar o verso,
calar.
difícil é te amar.
mais ainda é parar,
é uma espécie de vício
que sempre volta ao início.
é uma espécie de hospício
de só um louco.
difícil é pouco.
é mais que isso,
é o inferno.
angustiante.
bem pior que o de Dante.
difícil é tirar você da cabeça,
por incrível que pareça,
depois de todos esses dias,
de todas as poesias
ainda há muito de você dentro de mim.
não era pra ser tão difícil assim.
pela pele branca, encadernada,
correm versos em lágrimas roxas.
como já correu, apaixonada,
a minha mão pelas tuas coxas.
saudade é grito calado,
velado, que ninguém escuta.
saudade é alma do fado,
é foda. é filha da puta.
te amo muito. muito mais que posso.
te quero tanto. mais que deveria.
quisera o amor meu pudesse ser nosso
e esse amor, infinda poesia.
Perdoe-me amor, se ainda não digo
Palavras bonitas que contem o que sinto.
Quero dá-las a ti, mas falta-me instinto.
Calo-me e guardo-as. Só porque não consigo.
você dispara. qual tiro.
e nos separa. eu choro.
mas depois para. eu piro.
se não repara, adoro.
o twitter, quem diria,
é a única janela
em que, dia após dia,
cá de longe, vejo ela.
é o excesso de palavras que me cala
e a abundância de amor que me afasta.
eu te dedico o meu silêncio que te fala
que amar sem ser amado já não basta.
E quando a gente acorda, já é julho.
Lá fora a noite abriga a brisa fria.
Cá dentro tem amor e poesia
Pra te dar, se deixar o teu orgulho.
as horas passam e, devagar, constroem dias
que se acumulam, e já são cento e dezesseis...
perdi meu sono, meus sonhos. e poesias.
todos os dias. tudo de novo. tudo outra vez.
cara amiga, sim, te quero amante
mas, não obstante, te quero amiga.
muito me intriga ver-te tão distante
mas não o bastante pra que te diga