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sodium

5 de junho de 2011

estéril é a saudade, se de um só...
se não encontra no outro simetria.
é um engano sem tamanho, de dar dó,
é amor que se dilui em agonia!

a paixão outrora infinda, finda em pó...
a alma - um zeppelin que esvazia -
embolada na garganta, feita um nó,
já não sente nem respira poesia.

como um tolo

31 de maio de 2011

amo tanto. tanto amor já não me cabe.
quanto mais longe, mais o amor se faz crescer.
quero tanto, quanto um tolo que não sabe
uma só forma de parar de te querer.

trova tuiteira 092

11 de maio de 2011

Há uma força maldita que incita
a tristeza que cresce e me invade,
me destrói, me consome. E vomita.
Há uma força chamada saudade.

não é nostalgia

21 de abril de 2011

eu queria agora, depois de um abraço,
falar baixinho,
pertinho,
do teu ouvido,
o monte de coisas bonitas
que eu tenho sentido.
é tanta saudade,
que no peito o que sobra,
é graça e obra,
da sinceridade.
verdade.
a vida deveria ser mais simples
porque é tão curta
que minha cabeça
confusa, avessa,
quase surta
quando te enxerga distante.
por um instante
sinto de novo teu perfume,
aquele da nuca,
perto da flor.
não é nostalgia, juro,
é amor.
o mesmo amor que revelei há anos,
que depois de tantos desencontros
e enganos,
ainda vive.
e insiste
em ser teu.

madrugada

17 de abril de 2011

toda madrugada guarda
suspiros e segredos
e aguarda a mãe dos medos,
a solidão.
toda madrugada é puta.
e pura.
deita-se, escuta,
e atura
lamentos e loucura
dos que sofrem de amor.
toda madrugada é dor.
é fria.
noite que quer ser dia,
irônica,
como uma filarmônica
de silêncios.
é um sorriso blasé.
toda madrugada
é, ainda assim, a estrada
que me leva até você.

trova tuiteira 091

17 de abril de 2011

notou o quanto o amor crescera.
já não cabia no seu moleskine.
mas sua musa desaparecera...
não era achada nem com search engine.

trova tuiteira 090

17 de abril de 2011

queima teu corpo nos meus braços
como ardem céu e sol, a sós.
gêmeos gemidos, em laços,
fazem-nos um. como um nó de nós.

Muito obrigado

12 de abril de 2011

Muito obrigado pela distância
Que me mandou de presente
Ficou um pouco grande
E, quando eu uso, ainda expande
Mas terá utilidade,
Combina bem com a saudade
Que me deu ano passado
E que muito eu tenho usado
Todo dia de manhã.
Olha, não precisava...
Deve ter sido tão cara,
Tem jeito de coisa rara
Que a gente só dá realmente
Pra quem merece o presente.
Eu fico lisonjeado.
Não retribuo à altura
Por plena incapacidade
Quando ganhei a saudade
Mandei de volta carinho
E agora que ganho a distância
Não tenho, da mesma importância,
Algo para mandar.
Tenho ainda aqui muito amor
Mas já não sei se combina
Com as suas outras coisas,
Com a sua nova sina...
Melhor mantê-lo guardado
Pois se fizer uso errado
É bem capaz de estragar...

She

10 de abril de 2011

Não estou gostando nada
Dessa vida
Meio vazia, rala.
Meio corrida
Sem sentimento bom,
Descolorida
Que é o que restou
Depois da despedida.
Eu fiquei, só,
Imerso em silêncio.
Nem mesmo esse,
Foi absoluto,
Interrompido que era pelo choro -
Inconfundível marca
Do meu luto.
Na nossa sala cheia de lembranças,
Saltam aos olhos
Proparoxítonas,
Pétalas,
Máquinas,
Lágrimas
E dúvidas.
Todas elas órfãs de rimas.

Fazia um tempo que eu nem pensava
Nas nossas coisas,
Então, não sentia
O perfume leve de baunilha
E o sopro noturno dessa nostalgia.
Mas esteve por aqui Sr. Costello
Com mil guitarras e só uma chave
Do, hoje, temido universo paralelo
Onde a gente chegou a dividir
O mesmo sonho de felicidade.
Onde você era a canção
Entoada, com amor, pelo verão,
Uma centena de coisas diferentes
E o rosto que eu não poderia
Esquecer.
Como não esqueci.
E nem vou.

meio sei lá

2 de abril de 2011

meio feliz. meio triste.
meio reto. meio torto.
meio sério. meio chiste.
meio vivo. meio morto.

a mulher que eu amo

14 de março de 2011

a mulher que eu amo é só minha.
mas ainda não sabe. ou finge.
e me olha com olhos de esfinge,
de mistérios que eu não desvendo.
entendo
que o tempo precisa passar
mas quanto mais passa,
padeço,
mas quanto mais amo,
esqueço,
o tudo que eu já sofri.
a mulher que eu amo é doce.
mais doce que fruta madura,
daquele sabor e doçura,
que sempre se quer mais um pouco.
qual louco,
espero, trancado na cela,
e mantenho guardado o que eu quero,
dar de presente pra ela.
a mulher que eu amo sorri,
e me brindam os seus lábios perfeitos,
com o sorriso mais lindo que vi.
meu sol.
a mulher que eu amo é forte.
é justa.
traz na alma alegria que assusta,
quem com vida não sabe lidar.
a mulher que eu amo tem seios lindos
e percorre caminhos infindos
quando sonha
e transpira paixão.
é livre,
sagitariana,
e reina,
sábia soberana
no meu, que é seu, coração.

cryptic - trova tuiteira 089

24 de fevereiro de 2011

She used to say cryptic things
And one day, like a shiny mermaid,
She gave me this, that still swings:
"Be fair, be kind. Don't be afraid".

ela. linda.

19 de fevereiro de 2011

linda.
em meio às mudanças
algumas bem sutis,
outras nem tanto,
ela mantém os traços delicados.
e o encanto.
sei muito pouco.
escassez de saber. nunca de querer.
uma tortura.
linda.
o mesmo sopro de amor que senti
na primeira vez que a vi,
sinto neste instante.
e sinto calado.
excluído,
como tudo, que agora,
vira passado.
linda.
a mais linda mulher que conheci,
a única que eu quero.
fingindo ser forte,
beiro a morte,
me desespero.
já não sei o que pensar.
o que fazer.
pra quem rezar.
só sei amar, muito,
ainda.
e só há ela. estonteante, livre.
e linda.

teu

15 de fevereiro de 2011

mais que pedir que sejas minha,
peço que eu seja teu.
que saiba ser.
que eu te queira sempre, e mais que antes,
por todos os nossos instantes
com meu todo querer.
que eu me guie pelos teus olhos,
como seguindo uma estrela.
que eu saiba entregar meu amor
sem limites, medo. ou pudor.
e que eu possa merecê-la.
pra que te sintas amada
e nunca te vejas sozinha.

e como num conto de fadas
decidas que serás minha.

plutão

1 de fevereiro de 2011

se te encontro, paixão,
me incendeias.
tenho a percorrer-me as veias
as lavas de um vulcão.
no entanto, um plutão,
frio, distante, quase extinto,
é como me sinto,
se não.

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