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foto nova

29 de janeiro de 2011

teus olhos nessa foto nova
olham dentro de mim
e me põem à prova.
testam meu limite
e implodem minhas dúvidas
como dinamite.
teus olhos. sem véu.
são fadas, tão brilhantes.
me levam a destinos distantes,
em passeios no céu.
o amor que dei pra ti,
o amor que sempre senti,
é o amor que ainda sinto.
por certo ainda mais forte,
retinto.
teus olhos, na foto,
roubam meu chão,
meu ar. e meu voto.
o de amor eterno.
mas não tenho ninguém pra contar.
só o caderno
que eu encho de versos
saudosos e perdidos
sem saber se um dia
hão de virar poesia.
sobre os teus olhos.

será?

24 de janeiro de 2011

se ela imaginasse que me mata sua ausência,
partia na mesma hora, vinha de onde fosse,
terminava pra sempre com essa minha carência
com um abraço bem forte e com seu beijo mais doce.

trova tuiteira 088

19 de janeiro de 2011

sinto a dor de tão recente corte
que de mim tomou as esperanças.
melhor seria abraçar a morte
do que viver banhado por lembranças.

sabe o que eu amo?

7 de janeiro de 2011

sabe o que eu amo?
tua gargalhada.
na primeira
- precisa, certeira -
eu já sabia
que te queria
pra namorada.

é mágica.
já salvou minha alma,
meu mundo. minha semana mais trágica.

é linda.
sempre bem vinda.
como sol que invade e se apossa de tudo.

sabe o que eu amo?
tua gargalhada.

cheia de vida.
ou de ironia.
a plástica perfeita
e a mais bela sinfonia.

lembro dela.
todo dia.

e toda noite.

agora mesmo, ao deitar-me na cama,
entendi que ela é o modo de Deus
dizer que me ama.

por mais

1 de janeiro de 2011

eu te amo.
por mais que eu tente negar
ou esquecer,
é só isso que eu consigo falar,
escrever.
por mais que eu não tenha tido
(pode ser que eu tenha perdido)
uma chance,
mesmo sem termos tido
um romance,
tua foto é a que permanece exibida
entre as memórias que eu guardo,
da mulher da minha vida.
não sei se foi esse escocês de 12 anos
ou o monte de enganos
que eu cometi.
mas hoje pensei em tudo, em todos,
e, de novo,
cheguei a ti.
eu te amo.
por mais que eu queira me enganar,
é contigo que encontro
quando ouso sonhar.
escrevo, porque preciso que um dia,
minhas palavras, em poesia,
mudem teus olhos.
e que esses olhos que me inspiram,
me enxerguem de outra maneira.
que vejam a paixão que eu trago,
verdadeira,
por tudo aquilo que te diz respeito.
que no teu peito,
caiba o sentimento que eu tanto espero,
um amor lindo, como o meu.
sincero.
e que a tua boca, corajosa,
arda em chamas.
e grite, com um beijo,
que me amas.

difícil, inútil e estranho

17 de dezembro de 2010

difícil é não lembrar, de madrugada,
do teu peito no meu peito, num abraço.
inútil é fingir que é quase nada,
quando, na verdade, eu me desgraço.
estranho é manter assim calada,
a paixão que chegou em estardalhaço.

pra que?

13 de dezembro de 2010

décimo-segundo dia.
vida que segue. com tudo.
contudo, calada. e fria.
pra que telefone, se mudo?
ou caixa postal, se vazia?

tudo de ti

8 de dezembro de 2010

Nada de ti me permites saber
Não sei se por frio. Ou por medo.
Não sei se achas tarde. Ou cedo.
Não sei se há o que eu possa fazer.

Tudo de ti me permito querer.
Não sei se é carinho. Ou desejo.
Não sei se é o que sinto. Ou vejo.
Não sei se eu te posso esquecer.

01/12/10

1 de dezembro de 2010

hoje os cantos dos pássaros,
de todos os cantos,
serão para ti.
todos cantarão com o sotaque inconfundível
do bem-te-vi.
hoje a brisa do mar de ipanema,
estrela de qualquer poema,
assoprará apenas os teus cabelos.
teus olhos, encantos
outros olhos, tantos,
hão de querê-los.
os teus muitos talentos
serão seguidos, comentados, aplaudidos
por passantes atentos.
sedentos
do charme que deixas displicentemente escapar a cada passo.
o laço
que te amarra ao teu passado
virá recheado com as melhores lembranças apenas.
as cenas
de inebriante pureza infantil:
o cheiro do mato
sob os pezinhos descalços que abraçavam o chão.
o latido amigo, a lambida certeira,
do primeiro cão.
o colo da mãe. o sorriso do pai.
hoje teu pensamento vai àquele lado
que quase nunca vai.
mas que devia ir.
aquele lado imprescindível pro nosso existir.
onde guardamos nossas melhores virtudes. atitudes.
prontas pra vestir.
e quando olhares pra todas elas
entenderás que jamais deixaste de tê-las.
hoje só serão tocadas as músicas que te acariciarem a alma,
te trouxerem riso, paz e calma.
serão tuas todas as flores.
para ti todas as honras
todos os favores.
hoje, para minha alegria,
será o primeiro dia
que depois que entenderes,
quererás querer
ser feliz para sempre!

trova tuiteira 087

29 de novembro de 2010

viciei-me em endorfina
quando, sem me dar aviso,
o teu rosto de menina
disparou o meu sorriso.

Ipanema, 20/11/2010.

21 de novembro de 2010

é vazio o céu noturno sem estrelas.
opaco, frio. tenebroso. e triste.
são só meus olhos que não podem vê-las
ou foram apagadas quando partiste?

inunda as ruas uma chuva de verão.
golpe de abrupta insurgência,
que ousa abreviar essa estação?
ou vai chorando o céu a tua ausência?

se eu pudesse

19 de novembro de 2010

se eu pudesse, arrancava dos teus olhos a tristeza
e dos teus lábios essa indisfarçável amargura.
e enchia os teus dias, tuas noites, com a certeza
que amar-me para todo o sempre é a tua cura.

trova tuiteira 086

16 de novembro de 2010

tudo que eu tinha de bom, dei pra ti.
talvez tenha sido muito pouco.
talvez, por amar-te feito um louco,
partiste com o juízo que perdi.

Eu Lembro

11 de novembro de 2010

Eu lembro,
Quando vem esse sol lindo
De novembro,
Do seu olhar.
Ele era pra mim o mesmo
Que o mar
Sob os reflexos de luz,
No Arpoador:
Uma pintura de paz
Sobre uma tela de amor.
Eu lembro
Que a gente se entendia
Por telepatia
E o silêncio
Era um selo
De cumplicidade.
A felicidade
Morava no seu sorriso,
Às vezes contido, tímido,
Às vezes nem tanto.
Sempre um encanto.
Sua gargalhada
Era meu faz de conta
De um conto de fada.
E eu me via feliz e completo
Em meu mundo repleto
De você.
Eu lembro que segurar a sua mão
Era provocar um terremoto
No coração.
Eu lembro da gente brindando,
Da gente brincando.
Eu lembro do abraço
Perfeito
Que a gente se dava.
Eu lembro o quanto eu amava.
E acho que você também.

trova tuiteira 085

9 de novembro de 2010

O que tenho pra ti é amor.
Nada mais trago além disso.
Mas tua dor é a minha dor.
E o teu bem, meu compromisso.

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