cryptic - trova tuiteira 089
She used to say cryptic things
And one day, like a shiny mermaid,
She gave me this, that still swings:
"Be fair, be kind. Don't be afraid".
She used to say cryptic things
And one day, like a shiny mermaid,
She gave me this, that still swings:
"Be fair, be kind. Don't be afraid".
linda.
em meio às mudanças
algumas bem sutis,
outras nem tanto,
ela mantém os traços delicados.
e o encanto.
sei muito pouco.
escassez de saber. nunca de querer.
uma tortura.
linda.
o mesmo sopro de amor que senti
na primeira vez que a vi,
sinto neste instante.
e sinto calado.
excluído,
como tudo, que agora,
vira passado.
linda.
a mais linda mulher que conheci,
a única que eu quero.
fingindo ser forte,
beiro a morte,
me desespero.
já não sei o que pensar.
o que fazer.
pra quem rezar.
só sei amar, muito,
ainda.
e só há ela. estonteante, livre.
e linda.
mais que pedir que sejas minha,
peço que eu seja teu.
que saiba ser.
que eu te queira sempre, e mais que antes,
por todos os nossos instantes
com meu todo querer.
que eu me guie pelos teus olhos,
como seguindo uma estrela.
que eu saiba entregar meu amor
sem limites, medo. ou pudor.
e que eu possa merecê-la.
pra que te sintas amada
e nunca te vejas sozinha.
e como num conto de fadas
decidas que serás minha.
se te encontro, paixão,
me incendeias.
tenho a percorrer-me as veias
as lavas de um vulcão.
no entanto, um plutão,
frio, distante, quase extinto,
é como me sinto,
se não.
teus olhos nessa foto nova
olham dentro de mim
e me põem à prova.
testam meu limite
e implodem minhas dúvidas
como dinamite.
teus olhos. sem véu.
são fadas, tão brilhantes.
me levam a destinos distantes,
em passeios no céu.
o amor que dei pra ti,
o amor que sempre senti,
é o amor que ainda sinto.
por certo ainda mais forte,
retinto.
teus olhos, na foto,
roubam meu chão,
meu ar. e meu voto.
o de amor eterno.
mas não tenho ninguém pra contar.
só o caderno
que eu encho de versos
saudosos e perdidos
sem saber se um dia
hão de virar poesia.
sobre os teus olhos.
se ela imaginasse que me mata sua ausência,
partia na mesma hora, vinha de onde fosse,
terminava pra sempre com essa minha carência
com um abraço bem forte e com seu beijo mais doce.
sinto a dor de tão recente corte
que de mim tomou as esperanças.
melhor seria abraçar a morte
do que viver banhado por lembranças.
sabe o que eu amo?
tua gargalhada.
na primeira
- precisa, certeira -
eu já sabia
que te queria
pra namorada.
é mágica.
já salvou minha alma,
meu mundo. minha semana mais trágica.
é linda.
sempre bem vinda.
como sol que invade e se apossa de tudo.
sabe o que eu amo?
tua gargalhada.
cheia de vida.
ou de ironia.
a plástica perfeita
e a mais bela sinfonia.
lembro dela.
todo dia.
e toda noite.
agora mesmo, ao deitar-me na cama,
entendi que ela é o modo de Deus
dizer que me ama.
eu te amo.
por mais que eu tente negar
ou esquecer,
é só isso que eu consigo falar,
escrever.
por mais que eu não tenha tido
(pode ser que eu tenha perdido)
uma chance,
mesmo sem termos tido
um romance,
tua foto é a que permanece exibida
entre as memórias que eu guardo,
da mulher da minha vida.
não sei se foi esse escocês de 12 anos
ou o monte de enganos
que eu cometi.
mas hoje pensei em tudo, em todos,
e, de novo,
cheguei a ti.
eu te amo.
por mais que eu queira me enganar,
é contigo que encontro
quando ouso sonhar.
escrevo, porque preciso que um dia,
minhas palavras, em poesia,
mudem teus olhos.
e que esses olhos que me inspiram,
me enxerguem de outra maneira.
que vejam a paixão que eu trago,
verdadeira,
por tudo aquilo que te diz respeito.
que no teu peito,
caiba o sentimento que eu tanto espero,
um amor lindo, como o meu.
sincero.
e que a tua boca, corajosa,
arda em chamas.
e grite, com um beijo,
que me amas.
difícil é não lembrar, de madrugada,
do teu peito no meu peito, num abraço.
inútil é fingir que é quase nada,
quando, na verdade, eu me desgraço.
estranho é manter assim calada,
a paixão que chegou em estardalhaço.
décimo-segundo dia.
vida que segue. com tudo.
contudo, calada. e fria.
pra que telefone, se mudo?
ou caixa postal, se vazia?
Nada de ti me permites saber
Não sei se por frio. Ou por medo.
Não sei se achas tarde. Ou cedo.
Não sei se há o que eu possa fazer.
Tudo de ti me permito querer.
Não sei se é carinho. Ou desejo.
Não sei se é o que sinto. Ou vejo.
Não sei se eu te posso esquecer.
hoje os cantos dos pássaros,
de todos os cantos,
serão para ti.
todos cantarão com o sotaque inconfundível
do bem-te-vi.
hoje a brisa do mar de ipanema,
estrela de qualquer poema,
assoprará apenas os teus cabelos.
teus olhos, encantos
outros olhos, tantos,
hão de querê-los.
os teus muitos talentos
serão seguidos, comentados, aplaudidos
por passantes atentos.
sedentos
do charme que deixas displicentemente escapar a cada passo.
o laço
que te amarra ao teu passado
virá recheado com as melhores lembranças apenas.
as cenas
de inebriante pureza infantil:
o cheiro do mato
sob os pezinhos descalços que abraçavam o chão.
o latido amigo, a lambida certeira,
do primeiro cão.
o colo da mãe. o sorriso do pai.
hoje teu pensamento vai àquele lado
que quase nunca vai.
mas que devia ir.
aquele lado imprescindível pro nosso existir.
onde guardamos nossas melhores virtudes. atitudes.
prontas pra vestir.
e quando olhares pra todas elas
entenderás que jamais deixaste de tê-las.
hoje só serão tocadas as músicas que te acariciarem a alma,
te trouxerem riso, paz e calma.
serão tuas todas as flores.
para ti todas as honras
todos os favores.
hoje, para minha alegria,
será o primeiro dia
que depois que entenderes,
quererás querer
ser feliz para sempre!
viciei-me em endorfina
quando, sem me dar aviso,
o teu rosto de menina
disparou o meu sorriso.
é vazio o céu noturno sem estrelas.
opaco, frio. tenebroso. e triste.
são só meus olhos que não podem vê-las
ou foram apagadas quando partiste?
inunda as ruas uma chuva de verão.
golpe de abrupta insurgência,
que ousa abreviar essa estação?
ou vai chorando o céu a tua ausência?