nas 329 poesias do MA

Ipanema, 20/11/2010.

21 de novembro de 2010

é vazio o céu noturno sem estrelas.
opaco, frio. tenebroso. e triste.
são só meus olhos que não podem vê-las
ou foram apagadas quando partiste?

inunda as ruas uma chuva de verão.
golpe de abrupta insurgência,
que ousa abreviar essa estação?
ou vai chorando o céu a tua ausência?

se eu pudesse

19 de novembro de 2010

se eu pudesse, arrancava dos teus olhos a tristeza
e dos teus lábios essa indisfarçável amargura.
e enchia os teus dias, tuas noites, com a certeza
que amar-me para todo o sempre é a tua cura.

trova tuiteira 086

16 de novembro de 2010

tudo que eu tinha de bom, dei pra ti.
talvez tenha sido muito pouco.
talvez, por amar-te feito um louco,
partiste com o juízo que perdi.

Eu Lembro

11 de novembro de 2010

Eu lembro,
Quando vem esse sol lindo
De novembro,
Do seu olhar.
Ele era pra mim o mesmo
Que o mar
Sob os reflexos de luz,
No Arpoador:
Uma pintura de paz
Sobre uma tela de amor.
Eu lembro
Que a gente se entendia
Por telepatia
E o silêncio
Era um selo
De cumplicidade.
A felicidade
Morava no seu sorriso,
Às vezes contido, tímido,
Às vezes nem tanto.
Sempre um encanto.
Sua gargalhada
Era meu faz de conta
De um conto de fada.
E eu me via feliz e completo
Em meu mundo repleto
De você.
Eu lembro que segurar a sua mão
Era provocar um terremoto
No coração.
Eu lembro da gente brindando,
Da gente brincando.
Eu lembro do abraço
Perfeito
Que a gente se dava.
Eu lembro o quanto eu amava.
E acho que você também.

trova tuiteira 085

9 de novembro de 2010

O que tenho pra ti é amor.
Nada mais trago além disso.
Mas tua dor é a minha dor.
E o teu bem, meu compromisso.

silêncio absoluto.

8 de novembro de 2010

nada. silêncio absoluto.
tempos duros. abstinência.
não te sinto. não te escuto.
sobrevivo à tua ausência.

com o peito vestido de luto.
e a alma pedindo clemência.

fato

5 de novembro de 2010

brado pro bravo que escuta
atento ao que tento dizer:
quem hoje foi filho da puta
amanhã é o que vai se foder.

trova tuiteira 084

29 de outubro de 2010

Há dias não te escuto.
Não sei se choras. Ou se ris.
Minh'alma veste o luto
E ignora o mal que eu te fiz.

sibéria

25 de setembro de 2010

te dei minhas palavras.
jurei amor.
mandei doce.
mandei livro.
mandei flor.
mandei o melhor de mim,
repeti, como um mantra, o sim.
e ainda assim
não foi o bastante.
sobrevivo ignorante.
não sei onde moras.
nem entendo por que escondes.
não sei se ainda choras.
nem sei por que não me respondes.
por ti,
rezei pela vida
do meu inimigo.
fiz coisas que nem Deus sabe
que consigo.
desrespeitei meus medos,
e tenho estado por aqui,
inteiro,
sem segredos.
comi o pão que o diabo amassou,
no refeitório do inferno.
não morri no teu inverno,
de sibéricas palavras
e atitudes.
fiz tudo o que pude.
e mais um pouco.
há quem me chame de louco.
e mesmo eu, me chamo.
só mesmo um louco pra amar
como eu te amo.
à exaustão.
dando, em poesia,
como o pão de cada dia,
o próprio, e todo,
coração.

23 de setembro

24 de setembro de 2010

vinte e três de setembro
primavera, bem me lembro.
mais uma.
noite sem sono.
lua em seu trono,
céu lindo.
lendo teus escritos,
navegando entre saudade
e pensamentos bonitos.
coloridos,
guardados em muitos cantos
escondidos.
primavera.
mais uma.
olho tuas fotos.
entre todas as flores
quero a de lótus.
certeza.
mas
teu silêncio
me agride.
e tua indiferença
é mais forte
que minha crença.
tua frieza
me desespera.
tenta pintar de outono
a primavera.
mais uma.

lindíssima lua

22 de setembro de 2010

lindíssima lua. tão clara
ilumina a minha alma
e enche meu peito de calma.
como o sorriso de Lara.

lindíssima lua. tão bela
toma a noite e irradia,
enche o céu com a poesia
do brilho dos olhos dela.

insone soneto.

13 de setembro de 2010

tocou, ainda agora, aquela canção.
te trouxe a mim, assim, por meus ouvidos
e ecoou no meu oco coração.
parou para parir novos sentidos.

repetindo, de repente, seu refrão
traí versos que trago, retraídos.
escancarei seu cárcere no porão,
dei à luz os sonetos escondidos.

seus acordes me acordaram na prisão,
e também os meus versos esquecidos.
chegaram brisa e, breve, eram tufão

apagando os pagãos mal-entendidos,
reacendendo a brasa da paixão.
e lembrando que somos parecidos.

boca

7 de setembro de 2010

há um dito bonito do povo, não é novo, que alega:
"a boca só faz discurso sobre aquilo que o peito carrega".
só que tem a boca que se cala. nunca fala. e nem nega.
sorri seu sorriso de lado que, calado, se entrega.

dreaming

6 de setembro de 2010

your naked body plays in my dream
with a smile that your lips drew to me,
in the most beautiful scene that could be...
making me happy like I never have been.

Carol

4 de setembro de 2010

teus olhos, de azul tão bonito...
como o mar que abraça uma ilha.
te amo. com amor infinito.
no teu abraço, renasço, minha filha.

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