nas 323 poesias do MA

trova tuiteira 097

10 de agosto de 2011

você dispara. qual tiro.
e nos separa. eu choro.
mas depois para. eu piro.
se não repara, adoro.

trova tuiteira 096

3 de agosto de 2011

o twitter, quem diria,
é a única janela
em que, dia após dia,
cá de longe, vejo ela.

basta. porque não basta.

22 de julho de 2011

é o excesso de palavras que me cala
e a abundância de amor que me afasta.
eu te dedico o meu silêncio que te fala
que amar sem ser amado já não basta.

trova tuiteira 095

6 de julho de 2011

E quando a gente acorda, já é julho.
Lá fora a noite abriga a brisa fria.
Cá dentro tem amor e poesia
Pra te dar, se deixar o teu orgulho.

116

28 de junho de 2011

as horas passam e, devagar, constroem dias
que se acumulam, e já são cento e dezesseis...
perdi meu sono, meus sonhos. e poesias.
todos os dias. tudo de novo. tudo outra vez.

noite no Rio

18 de junho de 2011

linda lua no céu, sem véu, despida
é luz que seduz, deitada sobre o mar.
clara, encara, reflete o seu olhar
no olhar da moça embevecida.

trova tuiteira 093

11 de junho de 2011

cara amiga, sim, te quero amante
mas, não obstante, te quero amiga.
muito me intriga ver-te tão distante
mas não o bastante pra que te diga

sodium

5 de junho de 2011

estéril é a saudade, se de um só...
se não encontra no outro simetria.
é um engano sem tamanho, de dar dó,
é amor que se dilui em agonia!

a paixão outrora infinda, finda em pó...
a alma - um zeppelin que esvazia -
embolada na garganta, feita um nó,
já não sente nem respira poesia.

sem palavras

2 de junho de 2011

são várias as palavras escolhidas
mas, escondidas dessa tarde fria,
não cumprem o seu ofício, inibidas,
de serem versos e, versos, poesia.
caladas, já não mostram-se atrevidas,
nem invadem corações de quem as lia.
sem as palavras, pois, hoje sumidas,
o poeta se recolhe. e silencia.

como um tolo

31 de maio de 2011

amo tanto. tanto amor já não me cabe.
quanto mais longe, mais o amor se faz crescer.
quero tanto, quanto um tolo que não sabe
uma só forma de parar de te querer.

trova tuiteira 092

11 de maio de 2011

Há uma força maldita que incita
a tristeza que cresce e me invade,
me destrói, me consome. E vomita.
Há uma força chamada saudade.

não é nostalgia

21 de abril de 2011

eu queria agora, depois de um abraço,
falar baixinho,
pertinho,
do teu ouvido,
o monte de coisas bonitas
que eu tenho sentido.
é tanta saudade,
que no peito o que sobra,
é graça e obra,
da sinceridade.
verdade.
a vida deveria ser mais simples
porque é tão curta
que minha cabeça
confusa, avessa,
quase surta
quando te enxerga distante.
por um instante
sinto de novo teu perfume,
aquele da nuca,
perto da flor.
não é nostalgia, juro,
é amor.
o mesmo amor que revelei há anos,
que depois de tantos desencontros
e enganos,
ainda vive.
e insiste
em ser teu.

madrugada

17 de abril de 2011

toda madrugada guarda
suspiros e segredos
e aguarda a mãe dos medos,
a solidão.
toda madrugada é puta.
e pura.
deita-se, escuta,
e atura
lamentos e loucura
dos que sofrem de amor.
toda madrugada é dor.
é fria.
noite que quer ser dia,
irônica,
como uma filarmônica
de silêncios.
é um sorriso blasé.
toda madrugada
é, ainda assim, a estrada
que me leva até você.

outono

17 de abril de 2011

acorda amor, pra esse outono
a manhã nos trouxe a mansidão
o verão, cansado, caiu no sono
dele só restou a nossa paixão.

trova tuiteira 091

17 de abril de 2011

notou o quanto o amor crescera.
já não cabia no seu moleskine.
mas sua musa desaparecera...
não era achada nem com search engine.

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