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na morada

10 de novembro de 2011

não sei se sinto o que sinto
por vaidade ou instinto
ou se por medo do nada.
mas o que é fato inegável
é que mesmo que instável
meu peito é tua morada.

Foucault

12 de outubro de 2011

Tuas sagitarianas coxas, são lindas.
Tuas mãos em minhas mãos, são bem-vindas.
Amo teus modos. Teus traços.
Amo teus caminhos. E teus passos.
Largaria outros sonhos pra trás,
Perderia o juízo. E a paz.
Deixaria de ser o que sou...
Para ser o seu livro do Focault.

180 dias

31 de agosto de 2011

difícil é resistir a te dar mais um poema,
fingir que a distância não é problema
e que não encontro saudade
em cada canto quieto dessa cidade.
difícil é cessar o verbo,
cassar o verso,
calar.
difícil é te amar.
mais ainda é parar,
é uma espécie de vício
que sempre volta ao início.

é uma espécie de hospício
de só um louco.
difícil é pouco.
é mais que isso,
é o inferno.
angustiante.
bem pior que o de Dante.

difícil é tirar você da cabeça,
por incrível que pareça,
depois de todos esses dias,
de todas as poesias
ainda há muito de você dentro de mim.

não era pra ser tão difícil assim.

trova tuiteira 100

30 de agosto de 2011

pela pele branca, encadernada,
correm versos em lágrimas roxas.
como já correu, apaixonada,
a minha mão pelas tuas coxas.

trova tuiteira 099

20 de agosto de 2011

saudade é grito calado,
velado, que ninguém escuta.
saudade é alma do fado,
é foda. é filha da puta.

trova tuiteira 098

15 de agosto de 2011

te amo muito. muito mais que posso.
te quero tanto. mais que deveria.
quisera o amor meu pudesse ser nosso
e esse amor, infinda poesia.

guardo

12 de agosto de 2011

Perdoe-me amor, se ainda não digo
Palavras bonitas que contem o que sinto.
Quero dá-las a ti, mas falta-me instinto.
Calo-me e guardo-as. Só porque não consigo.

trova tuiteira 097

10 de agosto de 2011

você dispara. qual tiro.
e nos separa. eu choro.
mas depois para. eu piro.
se não repara, adoro.

trova tuiteira 096

3 de agosto de 2011

o twitter, quem diria,
é a única janela
em que, dia após dia,
cá de longe, vejo ela.

basta. porque não basta.

22 de julho de 2011

é o excesso de palavras que me cala
e a abundância de amor que me afasta.
eu te dedico o meu silêncio que te fala
que amar sem ser amado já não basta.

trova tuiteira 095

6 de julho de 2011

E quando a gente acorda, já é julho.
Lá fora a noite abriga a brisa fria.
Cá dentro tem amor e poesia
Pra te dar, se deixar o teu orgulho.

116

28 de junho de 2011

as horas passam e, devagar, constroem dias
que se acumulam, e já são cento e dezesseis...
perdi meu sono, meus sonhos. e poesias.
todos os dias. tudo de novo. tudo outra vez.

trova tuiteira 093

11 de junho de 2011

cara amiga, sim, te quero amante
mas, não obstante, te quero amiga.
muito me intriga ver-te tão distante
mas não o bastante pra que te diga

sodium

5 de junho de 2011

estéril é a saudade, se de um só...
se não encontra no outro simetria.
é um engano sem tamanho, de dar dó,
é amor que se dilui em agonia!

a paixão outrora infinda, finda em pó...
a alma - um zeppelin que esvazia -
embolada na garganta, feita um nó,
já não sente nem respira poesia.

como um tolo

31 de maio de 2011

amo tanto. tanto amor já não me cabe.
quanto mais longe, mais o amor se faz crescer.
quero tanto, quanto um tolo que não sabe
uma só forma de parar de te querer.

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