a porta
Então, com o peito ardendo a febre da agonia
Olho para a porta aguardando a tua entrada
Como se te trouxesse da vida, para a poesia
De versos, que são passos nossos, em uma só estrada.
Então, com o peito ardendo a febre da agonia
Olho para a porta aguardando a tua entrada
Como se te trouxesse da vida, para a poesia
De versos, que são passos nossos, em uma só estrada.
Quisera escrever como Pessoa
Um poema denso e rimado
Para contar-te a vida boa
Que é quando estás ao meu lado.
eu sei bem quanto reclamo
me perdoes a impaciência...
a verdade é que eu te amo
e me mata a tua ausência.
Se você não está, eu sou metade.
Se você não sorri, eu sou tristeza.
Se você não vem, eu sou saudade.
Se você me ama, eu sou certeza.
Atrás de um caminhão. Na marginal.
Respirando o que vem do Tietê.
E ainda assim a vida é bestial.
Porque dentro de mim, trago você.
Debaixo de calor descomunal
Almoçando em pé, num botequim.
E ainda assim a vida é genial
Porque trago você dentro de mim.
Olho ao redor. Não te vejo.
Lados distintos. Da cidade.
Corpo inflamado. De desejo.
Alma em prantos. De saudade.
teu perfume é o cheiro do amor
tua boca é a forma da paixão
teu abraço é a fonte do calor
que acalanta e acalma o coração.
teu sorriso é que faz o meu sorriso
a tua mão que dá força à minha mão
teu abraço é a sorte que preciso
teu olhar faz bater meu coração
teus seios, um par de desejos
tuas coxas, o meu labirinto
em sonhos te cubro de beijos
e sentes o mesmo que sinto.
quero hoje o teu corpo em chamas
respirar o teu perfume de baunilha
ouvir da tua boca que me amas
despir teu corpo e fazer-te uma filha
te quiero y lo quiero tu amor
te amo sin tener ninguna duda
sin tus besos, mi alma és sin color
sin tus manos, soy débil y sin escuda.
Há tanto tempo, te chamo.
Há uma vida, te espero.
Agora mesmo, te amo.
E, para sempre, te quero.
Muitas vezes o que escrevo,
Eu sinto.
Outras tantas o que sinto,
Escrevo.
Se escrever que não te amo,
Eu minto.
Se o contrário não escrever,
Eu devo.
Vez ou outra
O amor chega de mansinho
A passos de passarinho
E ninguém nem se dá conta.
Aí apronta,
Desassossega a gente,
Faz a vida, de repente,
Virar de ponta cabeça.
Há quem mereça
Ganhar reciprocidade,
Achar a paz de verdade
No olho do furacão.
E há quem não.
Não sei de mim
Se não ou se sim.
Ou se talvez, talvez.
E dessa vez
O amor chegou devagar
Com a calma do teu olhar
Na brisa do teu perfume.
E eu, não estava imune,
Me vi de frente pro amor
Faço de conta que o mereço
E, por isso, não te esqueço
Desde o dia em que te vi.
Onde você está
Exatamente agora?
No que estará pensando
Daqui a meia hora?
Eu não sei mais nada
Sobre a sua vida
Eu não sei mais nada
Sobre a sua lida
Sobre as suas fotos
Seus rascunhos
Seus sonhos
Seus receios
Seus recreios
Suas juras de amor
Se há amor.
Eu não sei mais nada
Das suas longas viagens
Pelos caminhos mais estranhos
Da imaginação
Que Deus deu pra você.
Nem das suas breves viagens
Com estranhos, pelos caminhos
Que na imaginação,
Deus nos teria dado...
Não sei das suas férias
Das suas misérias
Das suas farturas
E das criaturas
Que ficam embaixo
Ou em cima
Da sua cama.
Não sei se você me ama.
Mas sei se eu amo você.
Não sei como cabe tanto orgulho
Em um metro e sessenta
Não sei como você agüenta,
Suporta essa tormenta
Calada
Parada
Gelada
Como se tudo o que aconteceu
Com tudo o mais que iria acontecer
Fosse nada.
Somos ilustres desconhecidos
Um do outro
E nem faz tanto tempo
Mas ao mesmo tempo
Faz.
Faz frio.
Mesmo no calor.
Tanta gente pra amar
E tanta falta de amor.
Acho que deixei na sua bolsa
Uma bala,
O papel do estacionamento
E o meu melhor sentimento.
Porque não o encontro mais...
E já revirei tudo.
Estou tranqüilo, em pé,
Talvez feliz
Mas com um escudo.
Que me separa do mundo
De todo mundo
Que eu poderia amar
Como amei você.
Onde você está
Exatamente agora?