A Bailarina e o Poeta

a bailarina e o poeta,
uma história de amor.
minha predileta.

ela, tão linda,
baila, formosa
e iluminada,
e deixa a plateia
encantada,
com seus perfeitos
trejeitos.
com seu perfume.

ele, disfarça mal
o ciúme,
e arranca de dentro do peito
um poema imperfeito
que fala do que ele sente.

ela, ainda um pouco assustada,
ri, porque acha engraçada
sua condição de musa.
aí, então, ele abusa
e entrega poemas e trovas
que servem, a ela, de provas
daquele amor que ele diz.

ela, acredita.
e, ainda mais bonita,
segura a mão do poeta.

e a vida fica completa.

ele, agora, sempre encontra a rima,
faz de cada verso, obra-prima,
que acende o coração de quem lê.

ela, por certo, ainda dança.
mas agora em pas de deux.

Da Bailarina

Meu coração é da bailarina.
E só dela.
A que espio, escondido,
Pela janela.

Moça dos passos suaves
Das lindas pernas.
Faria juras eternas
Ao seu ouvido.
Queria ser seu namorado,
Amante,
Marido.
Queria
Que ela trouxesse pra perto
Sua alegria.

E que suas mãos,
Que desenham no ar enquanto dança,
Me acarinhassem
Como a uma criança.
Meu coração é da bailarina.
Aquela,
De todas na sala,
A mais bela.
A que sorri
O sorriso mais bonito que eu já vi.

Moça de modos delicados.
Tanto brilho.
Tantos predicados.
Nem percebe que me encanta.
Nem sabe que me fascina.
Meu coração é dela. Só dela.
Da bailarina.