Moça do Bolo

Hoje o dia é da moça do bolo.
De chocolate, baunilha. Ou de rolo.
Moça bonita.
Um pouco zangada.
Um pouco afobada.
Às vezes, aflita.
Mas sempre infinita.
Sempre intensa.
Moça de bondade imensa.
Coração.
Emoção.
Um pouco de confusão.
E doses fartas de açucar.
É. Ela também é doce.
E age como se o mundo
Também fosse.
(Quem sabe, tá certa?)
A moça do bolo é esperta.
Amiga do Lacan
De mestre em cuca.
A mestre cuca.
E feliz.
Moça que fez bolo pra tevê.
E faz poesia com glacê.
Moça que espalha cores.
E desperta amores.
E vice-versa.
E versa o vice. Vascaína.
Coitada. Desde menina.
Ninguém é perfeito.
Seu sorriso é.
Hoje o dia é da moça do bolo.

Com carinho, para a minha amiga Carol Duarte.

Amiga da Rapha

A amiga da Rapha,
Bela morena,
Tem a pele suave
E a voz serena.
É delicada,
Qual açucena.
Ensolarada,
Como Helena.

A amiga da Rapha,
Doce menina,
Tem a leveza
Da bailarina,
E um sorriso
Que ilumina
Os meus caminhos.
E o meu destino.

A amiga da Rapha,
Linda pequena,
É perfumada
Como verbena,
O seu abraço
Me condena
E aprisiona
Meu pensamento.

A amiga da Rapha,
Apaixonante,
Beligerante.
É vida.

A amiga da Rapha,
Definitiva.

Rapha

Raphaella,
Amiga minha.
Amiga dela.
Finge que é cortesã
Mas tem alma de donzela
Esperando por seu príncipe,
Debruçada na janela.

Raphaella assunta.
Raphaella junta.
Raphaella pergunta,
Pergunta,
Pergunta.

Recita Pessoa
Para ouvidos incultos.
Para ouvidos inimigos,
Recita insultos.
É mais forte que ela.

A tal verve lusitana.
Que veio na caravela.

Navegar é preciso.
E ela precisa.
Conquistar o mundo
Que idealiza.
Conquistar o homem
Que não existe.
E não desiste.
E continua.
Raphaella em pé,
Raphaella nua,
Despida de pudores,
Revestida de amores
Sonhados,
Copiados
De um soneto.
Raphaella e seus medos
Seu gueto.
Seu abismo.
Auto-exílio.
Ostracismo.

Raphaella chora.
Como muitos.
Raphaella escreve.
Como poucos.
Raphaella e seus amigos,
Todos loucos.

Raphaella e suas dores.
Raphaella e seus amores,

Mexicanos,
Puritanos,
Suburbanos.

Tantos enganos.

Raphaella,
amiga dela.
Minha também.

Pra Minha Amiga

Deus, pra me proteger
Fez de ti minha amiga
Deu-te o colo que me abriga
E não me deixa sofrer

Mesmo se cerras a boca,
Tu me dás tua atenção
Escutas com o coração
A minha história mais louca.

Me entendes com ternura
E não me julgas culpado
E só de ter-te ao meu lado
Sinto minh´alma mais pura.

Conheces minhas fraquezas
(E, nelas, nos encontramos)
Em nossos copos afogamos
Várias de minhas tristezas

Agradeço com fervor
Estares sempre comigo
Deixe-me ser teu amigo
E retribuir-te este amor.

Carolina

Carolina,
Doce amiga,
Mais que amiga,
Mais que doce.
Se fosse,
Carolina, uma flor,
Seria um amor-perfeito
Que eu usaria no peito,
No terno,
Pra mostrar o amor eterno,
De amigo,
Que eu trago sempre comigo,
Para dar pra Carolina
Do colo que me acolhe,
Me nina.
Menina,
Do abraço
Que me aquece,
Da palavra que me ensina.
Minha fortaleza,
De rara beleza,
Sorriso que me acalma
E alma
Cristalina.

Esse foi de presente pra minha grande amiga Carolina Senna.

O que dar de presente

O que dar de presente
Pra uma mulher diferente –
Que é gêmea da primavera?

Eu não sei o que ela espera
Mas tenho pouco pra dar…

Alguns mal traçados versos
Ou uns sonetos dispersos
Que se recusam a rimar…

Não tenho eu competência
Para fazer reverência
Com minhas toscas palavras
Pra uma mulher tão bonita
Que traz um brilho no olhar
E um sorriso nos lábios
Que fazem a gente sonhar.

Ela traz todas as cores
E o perfume das flores
De uma nova estação.

Ela desperta amores
E acaba com as dores
Do meu pobre coração.

O que que eu dou de presente
Pra essa mulher diferente
Que é irmã da primavera?

É bem melhor nem tentar
Pra não deixar descontente
Pois se ela for exigente,
Não tenho nada pra dar.

Presente de aniversário, pra minha amiga Vanessa Buchheim