A Dona do Nove

Lá vai ela, a dona do nove,
No seu belo existir
Que comove.
E provoca poesia.
Caminha, serena,
Deixando beijar-lhe, o sol,
Sua pele morena.
Estonteante,
Desperta o olhar disperso do passante
E deixa inquieta a praia.
E radiante.
Aquele Posto Nove, o velho e bom,
Da musa do Vinícius e do Tom,
Apaixonado, rende-se à sua beleza
E hoje aplaude, de pé,
Sua realeza.
E mesmo o azul senhor
De tantos mares e marés,
O portentoso Atlântico,
Em reverência,
Beija seus pés.

Sorriso Aberto

Pela janela eu acompanho aquela moça
Que espalha alegria quando passa
E passa dos limites quando espalha
As suas maravilhas pela praça.
É o preço que se paga por seguí-la
Manter-se o tempo inteiro apaixonado.
À espera de que venha, colorida,
Ou volte em seu vestido estampado.
Olhando os tantos olhos que a seguem,
A moça distribui fartos sorrisos.
Alguns que, de tão lindos, não se esquecem,
E outros que, divinos, são precisos.
Eu penso em poesias mas não verso,
Me calo, extasiado, na janela.
E a moça vai passando em seu destino.
A sina em que ela segue. De ser bela.

A boca vermelha.

A boca vermelha. Da atriz
Boca que todo homem,
Desde garoto,
Sempre quis.
Boca que, mesmo calada,
Muito diz.
Boca de muitos beijos,
Mas só um dono.
Boca de tirar o sono.
E a paz.
Boca que não se esquece
Jamais.
Rara.
Um poema.
Exuberante, na tela do cinema.
E tão bela.
A melhor personagem da novela…
Maravilhosa boca da atriz.
A boca vermelha. Da Chris.

Flor-da-Chris

Linda flor, a flor-da-Chris
Mais bela que a flor-de-lótus,
Muito mais que a flor-de-lis.

Não é flor de se por em vaso.
Não é flor de apenas um dono…
É flor pra deixar plantada,
Pra mostrar pra namorada
Em linda tarde de outono.
Pra dar em troca de beijo.
Dizem que a flor é encantada
E realiza o desejo
Que, quem a viu, sempre quis.

Mais bela que a flor-de-maio.
Linda flor, a flor-da-Chris.