Um Segredo

Você me deixa tão aflita
Que eu preciso ver se estou bonita
Pra falar ao telefone
Com você…
Minha voz fraqueja, a boca seca,
A mão sua.
A mão que é sua.
E eu fico nua,
Me entrego.
Não nego
Minha felicidade
Que não se recolhe,
Não se intimida,
Não escolhe
Momento pra fugir, exultante,
Do peito.
Peito que é seu.
Meu amor não morreu,
E isso é tudo.
Durante muito tempo ficou mudo,
Mas vive.
Cada dia mais maduro,
Cada hora mais seguro,
E ainda tão puro,
Como antigamente.
Quando tudo o que eu tinha
Era a promessa da gente…
Fui eu quem trouxe a serpente?
Fui eu que decidi sair
Do nosso paraíso?
Ou era só conto de fada
E o que era tudo, hoje é nada
Porque deu meia-noite?
Meu Deus! Você deve estar se perguntando
Da onde eu estou arrancando
Esse sentimento…
Mesmo sem teu consentimento
Eu o mantive guardado
No lugar em que ficou largado
Quando você
Preferiu não voltar.
Você, a essa altura,
Já pensa que é loucura
E, sim, eu sou louca
E só penso em sua boca
Sussurando ao meu ouvido
Ou – quem sabe? – o gemido
De prazer
Que está contido,
Está preso…
Isso te deixa indefeso?
Te assusta?
Não é preciso ter medo
Isso era só um segredo
Que eu resolvi te contar!

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